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quarta-feira, 7 de março de 2012
O caipira e o Dotô
Cráudio estava sentindo fortes dores nas costas mas, como era caipira da gema, não queria ir ao médico de jeito nenhum. Até que, depois de sua mulher Gislaine insistir muito, ele concordou em ir. Mas ela fez questão de ir junto.
Enquanto ele era examinado, sua esposa esperava do lado de fora.
E o médico disse:
— Não é nada grave, só uma inflamação... Você coloca esse supositório e fica tudo bem!
— Brigado, dotô... — disse o caipira, saindo da sala.
Do lado de fora, Gislaine foi logo perguntando:
— I aí, Cráudio? Como foi, homi?
— Eu só perciso usá esse negóço aqui... Chama "suipostório"!
— Mais comé qui si usa isso, homi?
— Uai... — disse ele, colocando a mão na cabeça — Sei lá eu, sô!
— Intão vorta lá, uai! Ocê tá pagano, ele tem qui ti ixpricá!
— Ai... O homi vai ficá brabo!
— Vai lá i num recrama, Cráudio!
E lá se foi o Cráudio:
— Dotô! Onde foi qui o sinhô mandô colocá o suipostório memo?
— No reto. Supositórios são para colocar no reto.
— Brigado, dotô... — disse ele, saindo da sala.
— I aí, Cráudio — perguntou Gislaine.
— Eu perciso colocá isso aqui no reto! — disse ele.
— Mais onde é qui fica esse negóço, Cráudio!
— Uai... Eu sei lá!
— Mais ocê tá pagano! Ele tem que ixpricá tudo! Trata di vortá e perguntá!
— Mas o homi vai ficá brabo, Gislaine...
— Vai logo, Cráudio!
E lá estava o caipira de novo na sala do médico.
— Ondi é memo qui tem qui colocá o troço, dotô?
— No reto — explicou o médico, calmamente — No final da coluna cervical...
— Brigado, dotô! — e saiu da sala.
— Pronto, Gislaine — explicou ele pra sua esposa — É só eu colocá no reto, qui fica no finár da coluna cervicár!
— Ai, Cráudio! Mais o que é essa tár de cervicár?
— Ih, isso eu já num sei...
— INTÃO VORTA LÁ, HOMI!
E lá se foi ele mais uma vez.
— Dotô... Disculpa... Mais onde foi memo que o sinhô falô pra infiá o negocinho?
— No cu, Cráudio! No cu! Enfia no cu!
Cráudio saiu da sala do mádico e comentou com a esposa:
— Viu, Gislaine... Eu num falei que o homi ia ficá bravo?
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
A morte do cumpadre
Dois cumpadres estavam indo caçar raposas no mato, quando se depararam à frente de um foço artesiano, um dos compadres chega muito próximo, escorrega e cai no foço, o compadre que estava lhe acompanhando surpreso fala:
-Nossa meu Jêsus Cristin, o compadre morreuuu, tenho que ir falar com a mulher dele.
Chegando na casa do compadre dele, a comadre abre a porta usando aqueles vestidões de povo da roça.
-Ô comadre, tenho uma péssima noticia para lhe dar.
-Qual hôme de Deus, digue logo.
-O compadre, seu marido, morreu Comadre...
A comadre então desesperada chorando, pega na ponta da saia para limpar os olhos de lágrimas, se vira para compadre e fala:
-Ô compadre, já viu uma desgraça desse tamanho?
O compadre muito surpreso.
-Cumadre, para ser sincero com ocê até hoje só a de vaca.
-Nossa meu Jêsus Cristin, o compadre morreuuu, tenho que ir falar com a mulher dele.
Chegando na casa do compadre dele, a comadre abre a porta usando aqueles vestidões de povo da roça.
-Ô comadre, tenho uma péssima noticia para lhe dar.
-Qual hôme de Deus, digue logo.
-O compadre, seu marido, morreu Comadre...
-Ô compadre, já viu uma desgraça desse tamanho?
O compadre muito surpreso.
-Cumadre, para ser sincero com ocê até hoje só a de vaca.
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